quinta-feira, 28 de maio de 2009

Idéia para Construir Conhecimento


Publicado por Elton Bandeira em 11 março 2009 às 16:23 em Não-categorizado
Exibir tópicos
O objetivo é desenvolver neste Portal, uma plataforma para criar soluções.O ambiente seria muito parecido com a seção Fórum deste Portal, poderia ser a evolução do próprio. Ao escolher um tema, o visitante seria levado à lista de tópicos em discussão, cada tópico teria um moderador (por default a pessoa que criou o tópico, ou especialista na área) e uma descrição, com o objetivo do tópico, geralmente na forma de um problema a ser resolvido.Os usuários (todos cadastrados) iriam escrevendo suas mensagens, da mesma maneira de um fórum tradicional; a diferença é que os tópicos evoluiriam. De tempos em tempos, o moderador atualizaria os avanços e mudaria a descrição do tópico, ou seja, do problema a ser discutido. Essa nova descrição incluiria não apenas uma apresentação mais apurada do problema, mas também um resumo das melhores análises feitas e uma lista das soluções propostas (e não descartadas) até o momento, entre outras possibilidades. Isso seria como criar um novo tópico, mas sem desvincular o anterior.O processo continuaria até que o problema evoluísse para uma solução.O sistema deveria facilitar o uso de links. Todas as mensagens poderiam conter arquivos anexos (como planilhas, gráficos, etc.). Ao descrever as melhores análises, na nova descrição do tópico, o moderador poderia incluir links para as mensagens onde essas análises foram feitas. Tópicos poderiam estar ligados (este é um subproblema do outro, etc.).Além disso, o site poderia conter espaço para eventos ou forças-tarefa (também ligadas a tópicos). Por exemplo, pesquisar tal detalhe tal dia, ou mobilização conjunta por tal causa (todos juntos iremos mandar e-mail para tal endereço no tal dia, etc.), ou arrecadação de fundos, ou abaixo-assinados (que seria apenas um clique já que os usuários estariam cadastrados).É possível imaginar vários usos para o site, não apenas para resolver problemas ou discutir política. Por exemplo, um tópico poderia ser a escrita de um texto; as pessoas dariam suas contribuições, periodicamente o texto seria atualizado, até chegar a sua versão final. Poderia ser um texto pra mandar pra um jornal, escrito colaborativamente e representando (através do link para um abaixo-assinado) os anseios de um monte de gente. Poderia ser também o texto de um projeto de lei. Seria na verdade uma plataforma ideal para criar projetos de lei populares.Se você pensar bem, a reunião em plenário nada mais é que uma versão primitiva desse processo (discursos são mensagens, etc.). Meio escrito é muito mais eficiente, e permite uma análise lógica mais apurada e com menos enrolação. E isso tudo sem sair de casa e com a participação eficiente de todo mundo que estiver interessado.O mundo tá cheio de problemas e as pessoas inventam constantemente soluções. Quantas soluções foram repetidamente inventadas por pessoas diferentes em locais diferentes em épocas diferentes? A redundância é imensa. Junto com o apoio fragmentado, faz com as soluções não engatem. Imagine agora mesclar todas essas soluções (e o apoio que elas recebem) numa só, contendo o melhor de cada uma delas, e o apoio somado?Wikipedia é uma plataforma ideal para o registro de conhecimento existente, é hora de termos uma plataforma eficiente para a evolução de soluções. Lembrando que o objetivo é ativismo, e não conversa fiada. Opiniões que não passem de opiniões, permaneceriam nos fóruns tradicionais. Apenas opinião não constrói conhecimento!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

O Projeto Político Pedagógico mostra a visão macro do que a instituição escola pretende ou idealiza fazer, seus objetivos, metas e estratégias permanentes, tanto no que se refere as suas atividades pedagógicas, como as funções administrativas. Logo o Projeto Político Pedagógico faz parte do planejamento e da gestão escolar.
A questão principal do planejamento é expressar a capacidade de se transferir de planejamento para a AÇÃO. Assim sendo, compete ao Projeto Político Pedagógico a operacionalização do planejamento escolar, em um movimento constante de reflexão-ação-reflexão.
Compreende-se que o “Projeto Político Pedagógico não é uma peça burocrática e sim um instrumento de gestão e de compromisso político pedagógico coletivo. Não é feito para ser mandado para alguém ou algum setor, mas sim para ser usado como referencia para as lutas da escola. É um resumo das condições de funcionamento da escola e ao mesmo tempo um diagnostico seguido de compromissos aceitos e firmados pela escola consigo mesma sob o olhar do poder público.”
Quando a escola é capaz de construir, implementar e avaliar a sua Proposta Pedagógica, coletivamente, ela propicia uma educação de qualidade, exercendo a sua autonomia pedagógica, conforme o art. 14 da Lei 9394/96 que preceitua sobre a questão democrática do sistema de ensino público.

Referencia:
FREITAS, L.C. Escola Viva - elementos para a construção de uma educação de qualidade, Campinas. Mercado de Letras Edições e Livrarias Ltda. 2004.

Alunas Gelle Regina e Joceni de lima
6º período do curso de Pedagogia da Funeso


terça-feira, 26 de maio de 2009

Paulo Freire : Biografia resumida - O caminho de um Educador

Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. É considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.Embora suas idéias e práticas tenham sido objeto das mais diversas críticas, é inegável a sua grande contribuição em favor da educação popular.Publicou várias obras que foram traduzidas e comentadas em vários países.Suas primeiras experiências educacionais foram realizadas em 1962 em Angicos, no Rio Grande do Norte, onde 300 trabalhadores rurais se alfabetizaram em 45 dias.Participou ativamente do MCP (Movimento de Cultura Popular) do Recife.Suas atividades são interrompidas com o golpe militar de 1964, que determinou sua prisão. Exila-se por 14 anos no Chile e posteriormente vive como cidadão do mundo. Com sua participação, o Chile, recebe uma distinção da UNESCO, por ser um dos países que mais contribuíram à época, para a superação do analfabetismo.Em 1970, junto a outros brasileiros exilados, em Genebra, Suíça, cria o IDAC (Instituto de Ação Cultural), que assessora diversos movimentos populares, em vários locais do mundo. Retornando do exílio, Paulo Freire continua com suas atividades de escritor e debatedor, assume cargos em universidades e ocupa, ainda, o cargo de Secretario Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da Prefeita Luisa Erundina, do PT.Algumas de suas principais obras: Educação como Prática de Liberdade, Pedagogia do Oprimido, Cartas à Guiné Bissau, Vivendo e Aprendendo, A importância do ato de ler.
Pedagogia do Oprimido
Para Paulo Freire, vivemos em uma sociedade dividida em classes, sendo que os privilégios de uns, impedem que a maioria, usufrua dos bens produzidos e, coloca como um desses bens produzidos e necessários para concretizar o vocação humana de ser mais, a educação, da qual é excluída grande parte da população do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como prática da dominação, e a pedagogia do oprimido, que precisa ser realizada, na qual a educação surgiria como prática da liberdade.O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização.A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas; o educador deposita "comunicados" que estes, recebem, memorizam e repetem), da qual deriva uma prática totalmente verbalista, dirigida para a transmissão e avaliação de conhecimentos abstratos, numa relação vertical, o saber é dado, fornecido de cima para baixo, e autoritária, pois manda quem sabe. Dessa maneira, o educando em sua passividade, torna-se um objeto para receber paternalisticamente a doação do saber do educador, sujeito único de todo o processo. Esse tipo de educação pressupõe um mundo harmonioso, no qual não há contradições, daí a conservação da ingenuidade do oprimido, que como tal se acostuma e acomoda no mundo conhecido (o mundo da opressão)- -e eis aí, a educação exercida como uma prática da dominação.
A Concepção Problematizadora da Educação
Ensinar exige estética e éticaPaulo Freire
A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência e boniteza de mãos dadas. Cada vez me convenço mais de que, desperta com relação à possibilidade de enveredar-se no descaminho do puritanismo, a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza. Uma crítica permanente aos desvios fáceis com que somos tentados, às vezes ou quase sempre, a deixar as dificuldades que os caminhos verdadeiros podem nos colocar.Mulheres e homens, seres histórico-sociais, nos tornamos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos. Só somos porque estamos sendo. Estar sendo é a condição, entre nós, para ser. Não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.Divinizar ou diabolizar a tecnologia ou a ciência é uma forma altamente negativa e perigosa de pensar errado. De testemunhar aos alunos, às vezes com ares de quem possui a verdade, um rotundo desacerto. Pensar certo, pelo contrário, demanda profundidade e não superficialidade na compreensão e na interpretação dos fatos . Supõe a disponibilidade à revisão dos achados, reconhece não apenas a possibilidade de mudar de opção, de apreciação, mas o direito de fazê-lo. Mas como não há pensar certo à margem de princípios éticos, se mudar é uma possibilidade e um direito, cabe a quem muda - exige o pensar certo - que assuma a mudança operada. Do ponto de vista do pensar certo não é possível mudar e fazer de conta que não mudou. É que todo pensar certo é radicalmente coerente.
Referência bibliográficaFREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo : Paz e Terra, 2000. p 36-37
Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação, Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas instituições, profere palestras e cursos, criou e é diretora do CRE.


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Paulo Freire : Biografia resumida - O caminho de um Educador
Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. É considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.Embora suas idéias e práticas tenham sido objeto das mais diversas críticas, é inegável a sua grande contribuição em favor da educação popular.Publicou várias obras que foram traduzidas e comentadas em vários países.Suas primeiras experiências educacionais foram realizadas em 1962 em Angicos, no Rio Grande do Norte, onde 300 trabalhadores rurais se alfabetizaram em 45 dias.Participou ativamente do MCP (Movimento de Cultura Popular) do Recife.Suas atividades são interrompidas com o golpe militar de 1964, que determinou sua prisão. Exila-se por 14 anos no Chile e posteriormente vive como cidadão do mundo. Com sua participação, o Chile, recebe uma distinção da UNESCO, por ser um dos países que mais contribuíram à época, para a superação do analfabetismo.Em 1970, junto a outros brasileiros exilados, em Genebra, Suíça, cria o IDAC (Instituto de Ação Cultural), que assessora diversos movimentos populares, em vários locais do mundo. Retornando do exílio, Paulo Freire continua com suas atividades de escritor e debatedor, assume cargos em universidades e ocupa, ainda, o cargo de Secretario Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da Prefeita Luisa Erundina, do PT.Algumas de suas principais obras: Educação como Prática de Liberdade, Pedagogia do Oprimido, Cartas à Guiné Bissau, Vivendo e Aprendendo, A importância do ato de ler.
Pedagogia do Oprimido
Para Paulo Freire, vivemos em uma sociedade dividida em classes, sendo que os privilégios de uns, impedem que a maioria, usufrua dos bens produzidos e, coloca como um desses bens produzidos e necessários para concretizar o vocação humana de ser mais, a educação, da qual é excluída grande parte da população do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como prática da dominação, e a pedagogia do oprimido, que precisa ser realizada, na qual a educação surgiria como prática da liberdade.O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização.A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas; o educador deposita "comunicados" que estes, recebem, memorizam e repetem), da qual deriva uma prática totalmente verbalista, dirigida para a transmissão e avaliação de conhecimentos abstratos, numa relação vertical, o saber é dado, fornecido de cima para baixo, e autoritária, pois manda quem sabe. Dessa maneira, o educando em sua passividade, torna-se um objeto para receber paternalisticamente a doação do saber do educador, sujeito único de todo o processo. Esse tipo de educação pressupõe um mundo harmonioso, no qual não há contradições, daí a conservação da ingenuidade do oprimido, que como tal se acostuma e acomoda no mundo conhecido (o mundo da opressão)- -e eis aí, a educação exercida como uma prática da dominação.
A Concepção Problematizadora da Educação
Ensinar exige estética e éticaPaulo Freire
A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência e boniteza de mãos dadas. Cada vez me convenço mais de que, desperta com relação à possibilidade de enveredar-se no descaminho do puritanismo, a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza. Uma crítica permanente aos desvios fáceis com que somos tentados, às vezes ou quase sempre, a deixar as dificuldades que os caminhos verdadeiros podem nos colocar.Mulheres e homens, seres histórico-sociais, nos tornamos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos. Só somos porque estamos sendo. Estar sendo é a condição, entre nós, para ser. Não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.Divinizar ou diabolizar a tecnologia ou a ciência é uma forma altamente negativa e perigosa de pensar errado. De testemunhar aos alunos, às vezes com ares de quem possui a verdade, um rotundo desacerto. Pensar certo, pelo contrário, demanda profundidade e não superficialidade na compreensão e na interpretação dos fatos . Supõe a disponibilidade à revisão dos achados, reconhece não apenas a possibilidade de mudar de opção, de apreciação, mas o direito de fazê-lo. Mas como não há pensar certo à margem de princípios éticos, se mudar é uma possibilidade e um direito, cabe a quem muda - exige o pensar certo - que assuma a mudança operada. Do ponto de vista do pensar certo não é possível mudar e fazer de conta que não mudou. É que todo pensar certo é radicalmente coerente.
Referência bibliográficaFREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo : Paz e Terra, 2000. p 36-37
Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação, Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas instituições, profere palestras e cursos, criou e é diretora do CRE.


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